terça-feira, 23 de setembro de 2014

Esquerda, Direita. Volver!

Karl Marx foi o filósofo judeu alemão que mais influenciou a sociedade ocidental em toda sua história.

Dilma é de esquerda, Lula se diz de esquerda, Zé Dirceu e Luciana Genro disputam para ver quem é mais de "esquerda".  Até figuras carimbadas, que há mais de um século comandam a economia, os destinos da pátria, a produção agro-pecuária e a movimentação do mercado financeiro, se definem como de "centro-esquerda", só para citar José Sarney, Paulinho Bornhausen, Eduardo Matarazzo Suplicy, Sérgio Cabral, Beto Richa e Olavo Setúbal, entre outros. Será que Marina Silva também é de esquerda?

Vamos recorrer ao auxílio dos universitários. Na definição da enciclopédia aberta na Internet, a Wikipédia, "Há um consenso geral de a ESQUERDA inclui progressistas, sociais-liberais, social-democratas, democrático-socialistas, libertários socialistas, comunistas e anarquistas, enquanto a DIREITA inclui fascistas, conservadores, reacionários, neo-conservadores, capitalistas, alguns grupos anarquistas, neo-liberais, econômico-libertários, monarquistas, teocratas islâmicos ou não, nacionalistas e nazistas." 

Ajudou? Mais ou menos ... nessa definição tão ampla, podemos enquadrar qualquer pessoa como esquerdista ou direitista, tanto faz. Alguém sempre vai ter características dos dois lados. Por exemplo: a Inglaterra tem uma raínha (e futuramente um rei, seu neto ou seu filho), que governa sob a proteção de Deus, representada pela autoridade do clero da Igreja Anglicana, religião oficial do Reino Unido. Isso a faz "de direita", sem dúvida. Porém, na ordem do dia, a raínha não manda nada. O Estado é administrado por um primeiro ministro, escolhido pelo Parlamento eleito pelo povo, que pode ser derrubado a qualquer momento se lhe faltar a confiança do parlamento, e, em contra partida, pode dissolver o parlamento e convocar novas eleições gerais para eleger novos representantes. Nesse sentido se define como social-democrata e seria, portanto, "de esquerda".  Vimos que não é tão fácil enquadrar pessoas e países dentro do conceito da Wikipédia!

No meu modo de entender, podemos chamar de "esquerdista" a pessoa que está envolvida num processo de mudança social e pessoal, em busca do ideário definido pela revolução francesa em 1789, que pregava a evolução como caminho para alcançar "liberdade, igualdade e fraternidade". Por seu lado, os "direitistas" lutam para conservar o estado atual das coisas. Desse modo, um esquerdista hoje pode vir a ser direitista amanhã, se o estágio social avançar de tal modo que aquilo que a pessoa defendia no passado já não serve ao propósito da evolução. 

E daí? Marina Silva, por exemplo,  é esquerdista ou não? 

OS PRIMÓRDIOS DO ESQUERDISMO

Como vimos, a Revolução Francesa que se implantou a partir de 1789, definiu as bases do que é "esquerdismo". Isso por que os parlamentares que lutavam por transformações, como Robespierre, Danton e Marat, sentavam-se do lado esquerdo do plenário. Aqueles que queriam a volta da monarquia ou a manutenção dos privilégios da burguesia, sentavam-se à direita. Depois, como nos conta a história, a França caiu de novo no obscurantismo Napoleônico e voltou a ser monarquia, ao largo de efêmera glória militar logo aniquilada pelas forças inglesas. No entanto, a semente do esquerdismo ficou plantada, de modo que 50 anos depois nascia o Marxismo, que proliferou inicialmente em terras francesas.  Karl Marx concebeu o Comunismo, regime pelo qual todo cidadão receberia do Estado segundo suas necessidades pessoais, e onde o Estado arrecadaria de cada um, segundo suas potencialidades e talentos pessoais. Ainda vivo, Marx assistiu a primeira experiência de seu comunismo ser implantada na cidade de Paris, cuja população se revoltou e proclamou a "Comuna de Paris", um governo autônomo da cidade, tomando o poder e expulsando as forças militares do governo central. A Comuna durou não mais que quarenta dias e nesse curto período de tempo instituiu coisas realmente revolucionárias, como o fim das igrejas, onde cada capela se transformou num espaço de discussão comunitária, o fim do trabalho noturno, implantando a jornada de oito horas, a liberdade sindical, a igualdade de direitos entre os gêneros (sexos), a educação pública e gratuita, além de outras mudanças sociais. No entanto, a experiência comunista não perdurou, pois logo foi invadido e destruído pelas forças contrárias, que se reagruparam em cidades do interior da França e partiram contra a capital, matando cerca de 20 mil militantes comunistas. Entre as causas da derrota, o movimento marxista apontava a postura amadora da gestão comunista, onde as centenas de delegados indicados pela comunidade ficaram perdulariamente discutindo entre si, enquanto os conservadores se organizavam militarmente para o ataque.

A partir desse fracasso, o movimento comunista mundial produziu milhões de teses, como a impossibilidade de construir o comunismo num só país, gerando a Internacional Comunista, entidade encarregada de espalhar a revolução mundial. Wladimir Lênin foi o principal arquiteto das estratégias de tomada do poder pela revolução comunista. Formado em Paris e Londres, grandes centros capitalistas ao final do século XIX, Lênin e seu companheiro Trotski viram a revolução comunista ter sucesso em seu próprio país, a Rússia feudal monarquista, administrada à ferro e fogo pelos Czares. Isso não estava nos estudos e previsões de Marx, cuja teoria era de que o capitalismo deveria, por suas próprias contradições internas, gerar as condições para a revolução comunista, em um país capitalista adiantado e não num país rural atrasado como a Rússia. 


Estabeleceu-se, assim, a contradição. Para controlar a reação e a influência da classe dominante russa, a revolução socialista instituiu a "ditadura do proletariado", um conceito leninista que propunha o controle absoluto do estado por uma vanguarda bem informada e eficiente, afim de coordenar a transição do estado burguês para o estado comunista. Por uma circunstância não prevista pelos revolucionários, Lênin veio a falecer abruptamente , perdendo-se toda a sua suposta sabedoria e liderança, com sua morte física. Neste cenário, emergiu Joseph Stálin, que foi se impondo como liderança militar ao exército vermelho a partir do poder central em Moscou, enquanto seu arqui inimigo Leon Trotski se preocupava em espalhar o comunismo pelas províncias islâmicas da Ásia sob influência russa. Quando Trotski retornou a Moscou, Stálin já havia dominado a estrutura de administração do estado comunista. Aí, aconteceu o desastre comum a todas as revoluções. Joseph Stálin usou a ditadura do proletariado para implementar uma nova classe dirigente, cheia de privilégios tal qual a antiga dinastia dos czares. Sabemos como a história terminou. Trotski resolveu abandonar a União Soviética, após perder para Stálin o comando dos soviéticos, e passou a se preocupar com a futura revolução que realmente interessava, a dos Estados Unidos, para a qual se preparava a partir do México, onde foi morar e onde foi assassinado a mando de Stálin em 1940. Era o fim da revolução comunista! A partir daí o mundo se resumia numa disputa de poder mundial entre os vencedores da segunda guerra mundial, duas potências imperialistas, de um lado o capitalismo, representado pelos Estados Unidos e, de outro, a aliança soviética representada pela Rússia stalinista e seus satélites.  Isso durou até início da década de 1990, quando ruiu a estrutura soviética, por absoluta falta de competitividade frente aos avanços econômicos e tecnológicos do mundo capitalista.  

COMO CHEGAMOS AO GOLPE MILITAR?


O socialismo entrou no Brasil por via do movimento anarquista. O próprio genro de Marx, o francês Paul Lafargue, contestava a sagração cristã do Trabalho como realização pessoal, classificando-o como "dogma desastroso" das sociedades baseadas no cristianismo. Em meio aos extremamente religiosos alemães e italianos, vieram parar no Brasil alguns anarquistas, como parte da intensa imigração de operários verificada no final do século XIX. As primeiras manifestações sindicais no país vieram desse tipo de militância, os anarquistas, e proliferaram com algum sucesso entre o operariado imigrante em São Paulo, por volta dos anos 1900.


O país estava então submetido ao militarismo de modo autoritário, herdado por Floriano Peixoto dos marechais da Guerra do Paraguai, como os comandantes de forças imperiais como Deodoro e Caxias.   Isso durou toda a primeira república café-com-leite, uma aliança entre os produtores rurais de Minas e de São Paulo, que sempre elegiam os seus representantes para ganhar as eleições marcadas pelo voto de cabresto. Até que uma parcela militar se revolta em 1922 e se declara em movimento contestatório à posse do político "café" Arthur Bernardes. A revolta foi devidamente sufocada pelas autoridades militares, mas o "tenentismo" continuou a se espalhar pelo país. Até que em 1924 um capitão do exército se declara em rebelião contra o governo, junto com seus comandados em Santo Ângelo (RS) e inicia uma marcha contra o comando central. Forma-se, então a Coluna Prestes, que vai correr todo o Brasil pregando novas práticas de distribuição da riqueza gerada pelas propriedades dos latifundiários. Isso chamou a atenção do movimento comunista internacional, que passou a ver no Capitão Prestes a possibilidade de se implantar de forma consistente no Brasil. 


Prestes, após o fim da sua coluna, vai morar em Moscou, de onde retorna totalmente convertido ao comunismo. Vem de lá em 1935 com a missão de implementar a revolução brasileira, carregando consigo uma mala de dólares falsos e uma alemã legítima, bonita, gostosa e absolutamente militante, personagem a quem os soviéticos encarregaram não só a segurança pessoal de Prestes, assim como a garantia de que ele e a futura revolução brasileira estariam alinhadas à União Soviética. 


Prestes e Olga desembarcam aqui no nosso Campeche, num vôo da companhia aérea francesa que fazia o roteiro pelo litoral brasileiro. Seguem por via terrestre até o Rio de Janeiro, de onde deveriam comandar a revolução comunista.  Foi triste o fim que teve Olga Benário  e a Intentona de 1935, fartamente utilizada pelo regime de Getúlio Vargas para implantar a sua ditadura à moda fascista, que durou até o fim da segunda guerra mundial. 


Com o fim do regime Vargas, o país voltava a ser uma democracia formal, inclusive com Luiz Carlos Prestes sendo eleito senador. Foi novamente um desastre!  Logo em seguida o regime se fechou de novo e Luiz Carlos Prestes foi cassado e banido. Mudou-se para a Rússia novamente.  O partido comunista foi para a clandestinidade. Em 1961, Jânio Quadros, o presidente recém eleito renuncia ao mandato, numa manobra confusa. Então, João Goulart, o vice presidente, assume a titularidade. Jango, como era chamado, era grande proprietário de terras em tres países limítrofes, Argentina, Uruguai e Brasil. Este grande latifundiário, que havia sido ministro de Getúlio Vargas em seu segundo mandato de 1950 a 1954, surpreendentemente se faz "porta voz" dos interesses populares por reformas, vejam só, com apoio dos comunistas!. As crises se agravam de forma cíclica, até que em 1964 sobrevém o golpe de estado militar, implantando novamente uma ditadura que duraria pelo menos mais vinte anos. O Brasil mergulhava de novo na escuridão fascista!


COMO CHEGAMOS AO GOVERNO LULA


Ao final dos anos 1970, a ditadura militar mandava em tudo, após ter eliminado completamente a oposição esquerdista, armada ou não, e conviver pacificamente com uma oposição consentida através da disputas eleitorais entre Arena e MDB. No ABC paulista surgia um movimento sindical diferente, influenciado pela militância internacional dos metalúrgicos da indústria automobilística. O sindicato de São Bernardo do Campo assumiu a liderança das reivindicações da categoria, a qual, de certa forma, representava todas as reivindicações gerais dos trabalhadores brasileiros, sufocadas pelo regime militar. Lula, um jovem então sem qualquer perspectiva política, que havia sofrido um acidente de trabalho onde perdeu um dedo da mão direita, foi levado por seu irmão militante do PCB para atuar no sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo. Ali, o jovem Lula se revelou e logo em 1975 já foi conduzido à diretoria do sindicato. A partir de 1978 Lula conduziu as mais importantes greves do país. Não importava as pressões do governo militar, que mandava aviões da FAB sobrevoarem o estádio onde os grevistas se reuniam, não importava as pressões pela demissão dos grevistas, nem mesmo a prisão de líderes como o próprio Lula, ainda assim, a greve continuava, até a vitória final do movimento. 


Ali estavam fincadas as bases do futuro Partido dos Trabalhadores, concebido como uma aliança entre os militantes católicos da chamada Teologia da Libertação e os grupos de esquerda derrotados militarmente pela ditadura. Ao PT primordial,  a partir de 1984  foram se agrupando vários grupos militantes que esperavam dias melhores para o país, construindo alianças que levaram o partido finalmente à vitória eleitoral em 2002, após Lula assinar uma tal Carta aos Brasileiros, onde o partido abdica de seus princípios socialistas e adere aos compromissos oriundos do governo anterior do PSDB de Fernando Henrique Cardoso, inclusive assumindo todos os seus compromissos decorrentes do processo de privatização das empresas estatais brasileiras. Lula fez questão de enterrar o projeto que defendeu em campanha, o de submeter a chamada "privataria tucana" a uma CPI no parlamento, tema que ficou reservado apenas como recurso de marketing nas futuras campanhas eleitorais contra os mesmos tucanos.   


Marina Silva era então uma jovem mulher pobre e negra, destinada a ser dona de casa e mãe de várias crianças, analfabetas como ela própria! Aprendeu a ler com 17 anos de idade, quando se iniciou na carreira política, em contato com companheiros de luta nas periferias de Rio Branco, capital do Acre, para onde havia fugido da dura vida na floresta. Nunca abandonou seus companheiros de extrativismo, onde atuou ao lado do ambientalista Chico Mendes. Tornando-se representante político dos seringalistas e dos preservacionistas, Marina levou os atuais líderes petistas do Acre, os irmãos Viana,  para representar os moradores da floresta num ato pela preservação do meio ambiente realizado na ONU nos anos oitenta. Assumiu tal representatividade que foi eleita senadora pelo Acre, enquanto crescia cada vez mais a importância do ambientalismo em nível internacional, como contra partida aos processos poluidores industriais e mineradores, assim como contra a degradação ambiental promovida pelo uso intensivo do petróleo. Foi consagrada como grande militante do meio ambiente, reconhecida como sucessora de Chico Mendes. 


GOVERNOS DO PT. 

ESQUERDA OU DIREITA ?

Lula foi eleito com grande aprovação popular em 2002. Assim como Fernando Collor se impôs ao parlamento a partir de sua votação pessoal, tendo apenas 18% de representação no congresso nacional, Lula poderia ter-se imposto como legítimo representante popular, com a caneta na mão. Já tinha inclusive feito os acordos necessários para evitar confrontos com a classe dominante e com as forças militares. Não foi suficiente para ele. Teve que armar um arco de alianças que incluia tudo o que havia de pior na política brasileira em todos os tempos. Desnecessariamente, diga-se de passagem. Foi como a demonstrar para seus novos e "velhos" aliados, que ele tinha realmente desistido de seus propósitos de mudanças substanciais. As substituiu por perfumarias assistencialistas como o programa "bolsa família". Ainda assim, seu programa econômico foi muito importante para o país, pois gerou imensa transferência de recursos para as populações de baixa renda, causando grande demanda por produtos de consumo, animando a indústria e promovendo expressivo crescimento econômico em seu mandato. 


Já Dilma Rousseff, a "presidenta" que o sucedeu, representou o completo aparelhamento do estado pelo partidos que formam a aliança política em torno do eixo executivo federal. São 100 mil cargos de confiança que o governo federal pode indicar em sua própria estrutura executiva ou nas estatais. A gestão de Dilma fez "vistas grossas" a vários processos de corrupção e uso fraudulento da máquina pública e recursos federais. Continuou com sua estratégia de entregar os cargos aos aliados, sem questionar os procedimentos éticos de seus titulares. 


A estrutura de administração federal não levou em conta nenhum dos preceitos da moderna administração. Ao todo eram 39 ministérios, um absurdo completo do ponto de vista da eficiência. Numa mesma área existiam os Ministérios dos transportes, dos portos, da aviação civil, da força aérea, do turismo e a secretaria reguladora da aviação civil.  Assim, ficava claro que o objetivo da administração pública era gerar vagas de alto nível, para serem preenchidas pelos aliados, que eram tantos quantos seriam necessários para cooptar todos os possíveis adversários políticos. Menos aqueles que a propaganda oficial escolheu como "inimigos", afim de manter em foco sempre um alvo a ser atingido e odiado pelos seguidores, qual o príncipe Maquiavel pregava em seu ideário do bom comandante de governos. No caso presente, esse inimigo ainda é o PSDB, como poderia ser qualquer outro. O importante é ter um inimigo como centro do ódio e desprezo oficial. 


No mandato de Dilma, foi revelado o escândalo da Petrobrás, onde os desvios chegam à casa de "bilhões" de dólares. Ao mesmo tempo tentava-se abafar reflexos de outros escândalos, como o próprio "mensalão" promovido no primeiro mandato de Lula, onde o governo aprofundava o conceito do "é dando que se recebe" do governo Sarney, através da prática de comprar apoio parlamentar com o uso de verbas públicas. No caso do governo petista, a coisa fica mais grave por que as propinas não eram mais liberações de verbas públicas, mas, pagamento em dinheiro vivo, obtidos de contratos super faturados. 


Com sua tradição esquerdista baseada no militantismo do passado, os governos do PT conseguiram cooptar sem problemas as entidades representativas dos trabalhadores, sindicatos organizados em torno de centrais de várias orientações políticas, assim como as representações dos estudantes e dos movimentos sociais, oferecendo, além de vantagens pecuniárias para as entidades, cargos públicos para seus dirigentes e militantes. Dessa forma a estrutura governamental foi se ampliando cada vez mais, e já não era possível abdicar dos 39 ministérios gorduchos. 


Os modelos de crescimento baseados nas transferências de renda para os miseráveis, através de programas como o Bolsa Família, encerraram seu ciclo virtuoso. Teria sido necessário criar outras formas de avanço, como o enxugamento da máquina pública, a implementação de eficiência nos serviços, a melhor distribuição da carga tributária, o planejamento estratégico do país, com objetivos claros a serem atingidos no curto, médio e longo prazo.  Mas, a estrutura governamental estava viciada, de modo a tornar impossível qualquer movimento mudancista para melhor. Ao contrário, o governo cada vez mais procurava apoio nos setores mais atrasados do país, como forma de combater o assédio da oposição neo liberal do antigo ninho tucano-pefelista, ou da oposição ambientalmente e politicamente sustentável, representada por uma mulher amazônica, negra, ex petista, militante da mudança ambiental e que não tinha vergonha de expor suas alianças, que eram tratadas de forma clara e transparente. Esta frente oposicionista foi tratada à ferro e fogo e, em aliança com o tucanato, a propaganda petista conseguiu estigmatizar Marina Silva e deixá-la fora da disputa de 2014, vencida pelo competente marqueteiro João Santana, do PT, hoje simbolicamente em prisão domiciliar.  


E agora? Os governos do PT eram de esquerda? 






   






2 comentários:

  1. Laércio, como é bom poder ter uma aula de quem se compromete com a história sem mascarar fatos. Muito providencial este artigo neste momento de reflexões sobre o país e o seu destino, a partir das eleições. Parabéns!

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  2. Muito bom, pena que os facebookianos leiam apenas até 10 linhas.

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