segunda-feira, 6 de junho de 2016

Da Atlântida a Platão, a busca pela Justiça.





O mundo dito cristão e ocidental deve sua base civilizatória a três culturas diferentes: a Hindu (seis mil anos a.c.), a Egípcia (três mil anos a.c.) e a Grega (500 anos a.c.). Apesar disso, a história oficial conta que o que se pode chamar de civilização ocidental, começou com a fundação da Igreja Católica, pelo imperador romano Constantino, em Milão, no ano 313 d.c.   À par dessa narrativa, floresceram outras culturas no planeta, claro, mas nunca foram devidamente integradas, pelas próprias dificuldades de comunicação e isolamento das diferentes civilizações. China e Japão são os exemplos mais significativos. Desenvolveram uma interessante linha de filosofia e religião, baseadas no hinduismo. Eram completamente isolados do resto do mundo, até que em 1853 quatro navios de guerra norte americanos aportaram na baía de Tóquio, apontaram seus canhões para a cidade e exigiram a abertura dos portos japoneses para os navios estrangeiros. A China, por sua vez, só se abriu depois de vinte anos da chamada Guerra do Ópio, mantida pelos ingleses e aliados contra os chineses, obrigando-os igualmente a abrirem seus portos para o comércio em 1860. Apesar das terríveis condições em que a abertura se deu, tratou-se de episódios civilizatórios, sem dúvida, dando início a uma nova era de desenvolvimento no Planeta Terra. 

O início do atual ciclo da vida no planeta se deu com a destruição de Atlântida, um continente que teria sido habitado por seres humanos de grande beleza plástica e inteligência, localizado no que é hoje o Oceano Atlântico na altura da entrada para o mar Mediterrâneo. Vários autores modernos e da antiguidade descrevem o que teria sido a vida neste continente. Um deles foi Platão, um dos mais brilhantes filósofos gregos. A destruição do continente equivaleria à descrição bíblica do Dilúvio. A população atlante que não pereceu no cataclisma se reagrupou na região do Himalaia, fundando o Tibet, no que deu início à civilização Hindu. 

Cidade da Atlântida

Civilização Egípcia

Civilização greco-romana


Ao longo dos milênios, os hindus se espalharam pelo mundo abaixo da Índia e Paquistão, gerando novas civilizações pela Pérsia, Arábia e Egito. Por volta de 2.000 a.c., um grupo de povos originários da Índia se concentraram nas ilhas entre o mar Mediterrâneo e o mar Egeu, gerando a civilização grega. Um ramo civilizatório adentrou à Europa, criando a cultura Celta, grandes artistas dos temas místicos, cujos descendentes, ao invadirem Roma, decretaram sua divisão e declínio no ano 476 d.c. 

Civilização Hindu













A partir do ano 500 a.c., deu-se o auge da civilização grega e seus grandes filósofos pensadores. Pitágoras, Sócrates, Platão e Aristóteles foram os principais. Muitas obras produzidas neste período seguem sendo básicas para a humanidade. 

A REPÚBLICA de Platão é uma dessas obras básicas, concebida como um ensaio sobre a sociedade perfeita. Ela reproduz diálogos imaginários entre Sócrates (então já falecido) e os dois irmãos mais velhos do próprio Platão, Glauco e Adimanto, além de mais alguns personagens circunstanciais.  É o Diálogo mais célebre de Platão, com dez grandes capítulos chamados de Livros. Cada um deles é dedicado a um tema principal, embora um seja praticamente continuidade do outro.
O primeiro trata de responder a questão 'EM QUE CONSISTE A JUSTIÇA?".
Ao longo dos livros 2, 3 e 4, tenta-se detalhar o que seriam os PRINCÍPIOS DA JUSTIÇA. Aqui, Platão delineia sua famosa tese semelhante às castas indianas, provavelmente sem saber delas. Trata-se de dar ordem ao Estado, dentro do princípio de que CADA UM DEVE FAZER AQUILO QUE LHE CABE, sem diferenciação hierárquica de poder ou de riqueza. À categoria dos dirigentes, por exemplo, não é permitido gerar descendência nem possuir bens materiais. Que tal?
O Livro 5 fala especificamente das condições de ascensão para a SOCIEDADE IDEAL. Nele encontramos a DIALÉTICA DA LINHA DIVIDIDA, mostrando que o conhecimento é fundamental para a ascensão em direção ao BEM, ou seja, ao estado de excelência do ponto de vista individual tanto quanto social.
O Livro 6 fala do MITO DA CAVERNA, explicando que aquele que se liberta das ilusões pode ver o sol sem cegar-se. A este seria bom entregar a responsabilidade de DIRIGIR a sociedade organizada, que equivaleria ao atual moderno conceito de Estado.
Quando chega nos Livros 8 e 9, Platão fala da inevitável decadência da Cidade/Estado, quando o poder se concentra numa dada aliança oligárquica, levando ao individualismo dentro da democracia, que fatalmente redundará na TIRANIA.
Finalmente, no Livro 10, Platão conjectura sobre a função e a importância da ARTE, MORAL e FILOSOFIA. 



  



Logo na abertura do Livro 1, Sócrates vai conduzindo um longo debate com alguns jovens, onde se argumenta que ser JUSTO é trabalhoso e difícil, enquanto ser INJUSTO é mais fácil e prazeroso. Por que então as pessoas seriam JUSTAS? 

O grupo acaba concluindo que as pessoas procuram ser justas POR OBEDIÊNCIA ÀS LEIS. Por que é perigoso e custa caro ser Injusto. Aqui, o conceito de JUSTIÇA sai do plano individual e passa para o nível coletivo da SOCIEDADE.  A Justiça é uma virtude por si mesma, para regular as interações sociais. 

PORTANTO, 
É NECESSÁRIO QUE AS LEIS SEJAM BEM FEITAS.





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