quinta-feira, 20 de março de 2014

A TUDO DIGO QUE SIM, A NADA DIZES QUE NÃO

Meu pai, 96, com um de seus bisnetos, Paulinho, 7 anos.


Eu sou confuso desde criancinha. Desde cedo revoltei-me contra as condições em que fui gerado e criado, e isso já faz parte do meu histórico karmático, desde muitas encarnações passadas.  Meu espírito tem sido por natureza rebelde e principalmente teimoso, além de quase sempre equivocado. Deus colocou-me numa família completamente desarmonizada, um casal formado à moda antiga, vamos ser claros: um casamento arranjado. "O meu pai foi peão, minha mãe, solidão." como diz a canção que tanto me marcou na primeira juventude. Não sei por que, mas, diante da tristeza imensa que era a relação familiar em que eu fui inserido, eu desenvolvi uma alegria alegórica a partir dos meus 15 anos de idade, quando comecei a trabalhar, primeiro em escritórios de contabilidade na função de office boy, depois, numa emissora de rádio, onde realmente me tornei homem, até por conta da minha iniciação sexual com uma das periguetes que iam lá paquerar os locutores.  

No próximo capítulo da novela, vamos encontrar já as desventuras na minha idade adulta. Prometi a mim mesmo várias coisas enquanto me (de)formava no ambiente de tristeza e agonia em que fui criado. Uma das promessas que fiz foi jamais fazer qualquer serviço de "marido", do tipo consertar coisas ou fazer pequenas manutenções em casa, além de não corresponder a nenhum padrão do sonho burguês de vencer na vida e constituir família. Claro está que nunca arranjei bons casamentos, pois sempre fazia as piores escolhas e, além disso, tornei-me um inútil do ponto de vista prático no lar, para desespero das infelizes namoradas. Daí para cumprir a promessa de nunca mais me casar foi apenas um passo. Com uma programação mental desse porte, os relacionamentos estavam destinados a seu triste e esperado fim.    


Ainda assim, sonhei minha vida inteira ao lado de uma mulher amiga, criança, madura, prática, sonhadora, sensível e agressiva ao mesmo tempo, chorona e entusiasta, coração, corpo, sexo e alma. Eu sempre desejei seu toque, sua intimidade inteira, expressiva e sem travas. Mesmo agora, depois de tantas décadas, continuo querendo ainda essa mulher que vislumbra sonhos de envelhecer juntos, como na canção cubana que diz "a tudo digo que sim, a nada dizes que não, para poder construir esta tremenda HARMONIA, que tornam velhos os corações".   








domingo, 16 de março de 2014

Vibrar mais alto até alcançar o céu


Dante passa ao redor de seres espirituais petrificados, 
presos no limbo astral (Divina Comédia)


--- Mulheres são todas iguais!    Inclusive esta que aí está, ingrata, que me abandonou depois de tudo o que fiz por ela. Eu a tirei da pobreza e da miséria, levei-a para o meu bordel aos doze anos de idade, dei-lhe conforto e educação. Quando eu fiquei velho ela foi se afastando, até provocar meu furor. Então, eu passei a agredi-la moralmente e até fisicamente, até que ela me abandonou de vez, fugindo com outro e deixando-me ao meu próprio destino dentro de minha própria casa. Aos poucos fui me afundando mais e mais nos vícios do álcool e do cigarro, jogando sem parar nas mesas de poker, para ocupar-me e não sentir mais dor. Anestesiei-me até sofrer um derrame cerebral em plena mesa de jogo. Morri, mas, não me livrei da carga emocional neste inferno astral onde vivo, sentindo o abandono desta mulher que eu tanto quis, mas, sei bem que ela comigo nunca se importou, afinal, são todas iguais.

--- Nunca tive confiança na minha mulher. Para mim, não sou eu o pai das três crianças que ela pariu. Sinto que ela sempre teve envolvimento com outros homens, até que, em ato de completo desespero eu a abandonei com as crianças pequenas e as deixei entregue à própria sorte. Sei que houve muito sofrimento, até o ponto do meu filho mais novo ter se revoltado contra mim. Passamos várias encarnações nos agredindo mutuamente. Já fui seu carcereiro e noutras ele me matou. Sempre tivemos vínculos de parentesco entre nós. No último ato desta guerra, ele foi meu avô paterno e expulsou meu pai e nossa família de suas terras. Eu tinha cinco anos de idade e chegamos a passar fome. Depois, ele morreu de câncer que começou na garganta e se espalhou pelo corpo e, ao vê-lo morrer, eu não sabia se devia me alegrar ou entristecer. Na ingenuidade de meus vinte e cinco anos, eu ainda não tinha a compreensão de que a única cura para o ódio é o perdão. Agora, quando já sou um velho, sinto-me disposto a perdoá-lo e encerrar nossa disputa eterna, sair deste confronto para deixar de vibrar numa frequência tão baixa, e, se tiver a chance de refazer algum laço de amor, crescer na espiritualidade e poder enviar a ele bênçãos de luz, que lhe ajudem a recuperar seu corpo astral e preparar-se para outra chance de sair do círculo vicioso. Eu gostaria muito que isso acontecesse.

--- Eu não quero sair daqui. Aqui tenho tudo que preciso, mulheres, bebidas, orgias, sexo à vontade e na hora que eu quiser. Por que ficaria com uma mulher só, numa vida sem graça? Por isso não aceito os conselhos desse grupo que me quer levar para o que chamam de tratamento. Querem que eu me prepare para voltar a um corpo humano, mas, por que eu faria isso? Já tenho todos corpos humanos encarnados à minha disposição para saciar meus desejos. É muito fácil fazer com que eles me satisfaçam e, através deles, eu me alimento das energias que preciso. Eu é que sei viver bem, não preciso da compaixão de nenhum auxílio espiritual, aliás, não gosto desses que me oferecem auxílio. Eu sou muito mais sábio que eles e não preciso de nada.

Todos os depoimentos acima foram captados do mesmo espírito, em três sessões dentro de um processo chamado Terapia de Vidas Passadas, utilizando a técnica de Captação Psíquica, onde se utiliza um componente mediúnico, com uma ou mais pessoas servindo de médiuns, que se conectam às personalidades vividas em outras ocasiões por este ente espiritual. 




Não são todas as correntes espiritualistas que praticam esse tipo de terapia, mas, agora, com a entrada da humanidade na Era de Aquárius, os caminhos de resgate dos karmas pessoais, familiares e interpessoais estão se acelerando. A Terra passará por um profundo processo de mudança, até ser definitivamente limpa das baixas vibrações. A espiritualidade superior, alinhada com os propósitos divinos vai acelerar as mudanças, causando impactos terríveis. A violência desmedida que observamos nos dias atuais nada mais é que a contra partida para o processo de recuperação que já se iniciou, segundo o qual dentro de no máximo sessenta anos a terra estará limpa das energias negativas de vibração inferior, conforme previsão de gente que se conecta com forças cósmicas encarregadas do processo de mudança, por delegação da força Divina que comanda o Universo. Depois de completado o processo de limpeza, não haverá mais neste Plano a ocorrência de crimes contra a vida humana, como estupros e assassinatos, não haverá mais a possibilidade de crimes contra o patrimônio comum ou individual, como assaltos e corrupção, entre outras desgraças.

Terá chegada a almejada paz e milhões de espíritos iluminados encarnarão trazendo seres de luz, conhecidos como crianças de rubi ou de cristal, com a missão de resgatar a humanidade terráquea. Os que não obedecerem a esta lei inexorável da mudança, serão exilados para outras galáxias, para recomeçarem os ciclo de evolução em novas formas de vida, diferentes da forma humana que conhecemos. Será o equivalente aos que os cristão chamam de Juízo Final, após o que os condenados seriam mandados ao inferno e os salvos viverão na companhia do Pai Celestial, ou seja, num mundo de iluminados. Quanto às penas dos condenados, seu sofrimento será continuarem os ciclos de novas vidas encarnados, sujeitos à mesma norma divina que governa o universo desde sempre, a Lei de Causa e Efeito. 

O processo de mudança está baseado no amor e no perdão. Dois mil anos de cristianismo se passaram e o que se conhece como Era de Peixes, que ora se encerra, não foi suficiente para queimar o karma do mundo. Uma parte da humanidade obteve tal avanço que chegou a se livrar do ciclo de encarnações, algo que se se pressupõe tenha sido o caso de muitos santos, não só cristãos, mas espíritos de todas as tendências e raças, como parece ser o caso do líder indiano Maratma Gandhi. Agora, na Era de Aquário, a queima deste karma será acelerada, embora por algum tempo ainda a Terra vá conviver com as sombras herdadas de eras passadas, como guerras, doenças, miséria e escravidão. 

O resgate desses karmas vai ser feito com novas ferramentas tecnológicas de natureza espiritual, como essas que hoje estão sendo amplamente divulgadas. Até bem pouco tempo, as doutrinas espiritualistas tinham como dogma a não interferência nas vidas passadas de um ente espiritual, mas, agora esta interferência se mostra necessária para acelerar o crescimento e a integração deste espírito, de forma que possibilite sua evolução para o ponto de iluminação. Por que estão sendo disponibilizadas estas novas técnicas? Para permitir que as várias Personalidades resultantes de várias encarnações de um mesmo ser, deixem de se infernizarem e disputarem espaço entre si. 

Então, é necessário tratar cada uma dessas Personalidades que ficaram presas na estrutura de Ego do ser anímico, conhecido como Alma, de modo a integrar todas as sub personalidades de forma harmônica em sua estrutura psíquica. Algumas das técnicas de psico transformação mais atuais, como Psicanálise, Psicodrama, Gestalt, Análise Transacional, etc, não foram suficientes para uma mudança rápida e integral. Já existem técnicas mais modernas, baseadas na hipnoterapia de regressão. Já outras estão baseadas em conceitos ainda mais revolucionários, como a Apometria Quântica, onde se destaca a corporificação transitória das Personalidades em conflito, através do método mediúnico, com a ajuda de um terapeuta de vidas passadas. Este processo atua em linha direta com as causas das desarmonias e dos karmas acumulados. 

Com intervenções assim, tem sido verificadas curas milagrosas, onde a Personalidade dominante atual impõe-se regras de conduta que levam a novos paradigmas vibracionais, o que por sua vez também impõem limites às anomalias das sub personalidades antigas, estacionadas no umbral do tempo e ainda resistentes. Estas, uma vez integradas à Personalidade dominante, possibilitam  completar-se o ciclo de transformações, abrindo caminho para a evolução do ser encarnado, condição necessária para o progresso e o resgate da Alma, ou seja, para a salvação do ser espiritual eterno.    

Como interagem as Personalidades múltiplas para deteriorar a qualidade de vida da Personalidade atual? Influenciando através de seus vícios, traumas, culpas, medos, crenças, conceitos, automatismos e conveniências egóicas. E qual a chave para a mudança? Cabe à Personalidade dominante atual preparar-se para a batalha, através do auto conhecimento e de um  plano de vôo, ou seja, uma vez conhecidas as sub personalidades e suas características negativas, a única forma de dissolvê-las é com NOVAS ATITUDES.

Ah, mas, isso é muito difícil ...!  
E quem disse que seria fácil alcançar o céu ? 








sábado, 8 de março de 2014

VIDAS PASSADAS (à limpo)

Na sucessão de tempos imemoriais, conceitos e paradigmas são transitórios


Olhe que boa notícia. Os costumes mudam sem parar.  Meu avô tinha um conselho na ponta da língua: "Menino, nunca discuta sobre futebol, política e religião!". Era certo que o conclave linguístico se acabava em destempero, pelo menos verbal, quando não na troca de ofensas mais graves. Parece que um quarto tema andava ali, disputando pé ante pé para chegar no trio principal de assuntos preferidos para polêmicas entre a rapaziada. Mulher. Principalmente mulher dos outros. Essa temática perdeu o interesse das gerações mais novas, pois os rapazes passaram de comentaristas a alvos dos comentários femininos. Eu explico: as mulheres estão ficando muito mais interessantes do que os rapazes, em todos os campos de atividade humana, até mesmo no campo da conversa de boteco. Os meninos só querem saber de seus celulares padrão I-phone, onde se atualizam com os principais games do momento, e não querem saber de conversa. Mal aprenderam a pronunciar alguns sons guturais e isso é suficiente para se comunicarem entre si. Digitar conversas naquele tecladinho desconfortável, então, nem pensar! Por isso o assunto "mulher" também perdeu importância, até por que a facilidade e variedade de sexualidades disponíveis hoje em dia, não exige mesmo muito preparo intelectual dos rapazes, como antigamente. Basta sacudir e gozar, não necessariamente nessa ordem. As preliminares ficaram por conta dos jogos de futebol ...  

Dos três temas proibidos, futebol, política e religião, a última é disparadamente a mais explosiva, mesmo que se fale de religiões convencionais, bem conhecidas do grande público, como as igrejas cristãs. Mesmo entre elas, quando o evangélico se coloca como proprietário da chave da salvação, o católico se sente ofendido, e vice versa, daí gerando grandes conflitos. Imagine então quando o tema invade áreas tabus.  Vidas Passadas, por exemplo.  Trata-se de uma área tão sensível, que o mais comum é que as pessoas façam chacotas daqueles que acreditam em reencarnações. Um famoso escritor brasileiro chegou a produzir um livro parodiando o assunto, sob o ponto de vista da galhofa: "Minhas Vidas Passadas (à limpo)", onde o leitor tem oportunidade de dar gostosas gargalhadas, divertindo-se com as situações fictícias que ele cria para meter-se em grandes enrascadas num passado improvável, que ele próprio não leva à sério. 

No entanto, a Reencarnação é, junto com a Lei de Causa e Efeito, os principais dogmas de religiões que envolvem bilhões de pessoas no planeta, como os budistas, por exemplo.  E se há reencarnação, é por que tivemos várias encarnações anteriores, ou seja, vidas passadas. Caso elas estejam registradas em alguma mídia, que tal recuperar o script? Qualquer ser humano estaria interessado neles, nem que fosse por curiosidade. Mas, se o interesse é avaliar o que foi feito ou os acontecimentos importantes e fundamentais de cada oportunidade, afim de promover a melhoria e o aprendizado constante ao longo da eternidade, neste caso o estudo e a análise dessas vidas passadas seria uma verdadeira benção para o vivente. Ou não seria?

Em quase todas as religiões já experimentadas pela humanidade, o ser humano tem como objetivos a evolução espiritual e o aperfeiçoamento ético. Nossa passagem pelo plano físico seria um projeto da Divindade para aceleração dessa evolução, portanto, uma oportunidade de crescimento. No entanto, a depender de nosso desempenho nessa experiência, ao invés de evoluirmos, podemos simplesmente regredir, graças a outra lei divina, a de Causa e Efeito. Em princípio, do ser espiritual lançado no plano físico, a divindade espera que cresça e aproveite as belíssimas oportunidades de evolução que estão ao seu alcance, orientados por bens naturais que estão presentes em nossa programação original, tais como humildade, lealdade, bondade, desapego, sabedoria, etc.  Porém, junto com a programação para o bem, viemos também munidos de uma faculdade inerente à condição de encarnados, o livre arbítrio, que nos dá a capacidade de escolhermos nossos caminhos como quisermos. 

Nesse grande laboratório dual, a luz da evolução possível está sempre ameaçada pelas trevas do atraso, ocasionado quase sempre por nossos medos, traumas, descontentamentos e covardia. A prevalecerem essas características ao longo de nossa caminhada, a experiência física estará alinhada com as forças perversas do mal, criando orgulho, vaidade, maldade, preguiça, avareza, etc. Isso vai nos gerar débitos que deverão ser quitados mais cedo ou mais tarde, pois a justiça divina é inexorável e atemporal.  Vida após vida, o conjunto de créditos e débitos são checados, até que tenhamos avançado para um ponto a partir do qual nossa evolução tenha se completado, não sendo mais necessário voltar para nova experiência em corpo físico. Nesse estado, dizem os místicos, teremos enfim chegado à Iluminação. Até que se dê esse portentoso evento cósmico, estaremos repetindo o ciclo mais uma vez, nem que seja por milhares e milhares de anos, pois, na eternidade o conceito de tempo não existe.   


Como vai saber o ser encarnado sobre suas existências anteriores? Enquanto habitante de um corpo físico, ele não sabe, por que essa lembrança não está disponível na sua memória cerebral, uma vez que veio programado com um véu do esquecimento, parte integrante do sistema de livre arbítrio. No entanto, ao fazer com a divindade um novo acordo de reencarnação, o balanço de créditos e débitos lhe foi mostrado e avaliado. E mais, juntos fizeram um plano de vôo, no qual o ser encarnado assumiu certos compromissos, sempre ligados à evolução espiritual, algo que ele cumprirá ou não, decorrendo daí o sucesso ou fracasso de execução do plano, ou seja, daquela encarnação específica, do ponto de vista tanto do resgate do karma de vidas passadas, quanto do progresso no caminho da evolução espiritual. Todas essas informações ficam armazenadas na sua Alma, digamos assim, aquela mídia que se mantém vida após vida. 

Porém, há outras formas de se acessar os arquivos de memórias anteriores ao evento da vida nesta encarnação. É comum que em processos de meditação, induzidos ou não, o praticante tenha insights de episódios ocorridos no mundo astral ou mesmo em vidas passadas. Alguns chegam a acessar os registros akáshicos, onde está armazenado seu pacto reencarnatório. 

Outra forma de acesso são os processos terapêuticos baseados em hipnose induzida, em estado alterado de consciência, onde o paciente é levado a recordações fora do alcance de sua memória cerebral, o que Freud chamou de catarse. Sob esta técnica, ao atingir o núcleo de uma experiência traumática ocorrido em vida passada, o indivíduo sentiria a liberação da energia psíquica ali retida, ocasionando a dissolução do nódulo traumático e aliviando os sintomas, e mesmo chegando a cura completa da neurose associada, quando acompanhado por psicoterapias de apoio. 


Já na visão espiritista, o terapeuta de vidas passadas trata a suposta presença de espíritos obsessores, seres que têm como objetivo interferir na vida do indivíduo, de modo a minar-lhe as energias vitais e desviá-lo do cumprimento de sua missão na vida, ou seja, seu pacto reencarnatório. Estes obsessores estariam a serviço dos seres de baixa vibração, verdadeiros diabos que vivem nas trevas umbrais e procuram desviar da evolução todos os seres encarnados que se acham indefesos às suas investidas. Neste caso, o terapeuta invoca o apoio de mentores espirituais do próprio indivíduo, que são seus guias de luz, entidades que estão encarregadas da proteção contra os obsessores e outras energias de perfil espiritual vampiresco. Utilizando médiuns encarnados para se comunicar com os espíritos obsessores, o terapeuta executa a doutrinação desses seres das trevas, procurando afastá-los e fazer cessar suas influências, liberando o paciente de volta para sua missão de vida.   


Há uma variação da visão espiritista, conhecida como Captação Psíquica, que se utiliza das mesmas técnicas mediúnicas associadas com procedimentos psico terapêuticos, onde o paciente permanece lúcido e sob controle de seus processos mentais conscientes. Só é solicitada sua colaboração para permitir acesso às suas memórias subconscientes e inconscientes, aquelas guardadas em seus componentes sutis, fora da memória cerebral, onde estariam registrados os eventos traumáticos e obsessivos. Aqui, o terapeuta de vidas passadas acessa, através dos médiuns, os aspectos obscuros ou desvios de personalidade do paciente, resistentes ao processo terapêutico convencional ou aos tratamentos espirituais. Interagindo com o paciente à luz do presente, sobre conteúdos e ressonâncias captados  de vidas passadas, o tratamento leva o indivíduo a compreender conscientemente a origem de seus traumas, tendo a oportunidade de trazê-los para sua vida atual sob novo enfoque, adequado a seu propósito atual de evolução e projetos de vida. Olhe que boa notícia! 







   

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Paraná



Sou um especialista em política paranaense. Acompanho os acontecimentos desde 1961, quando tinha dez anos de idade e vi a eleição de Nei Braga. Será que está vivo? 

Tenho na memória a lembrança do meu norte do Paraná, terra que nunca vou esquecer. Estará marcada para sempre dentro de mim. 





Já disse aqui antes que, quando Jaime Lerner passou o governo para Roberto Requião, lá no longínquo janeiro de 2003, saiu do palácio diretamente para o aeroporto afim de embarcar para Moscou, onde iria morar e produzir sua arte maravilhosa arquitetônica, pois tinha certeza que os novos governos Estadual e Federal, com promessas moralizantes de Requião e Lula, não lhe iriam perdoar e fariam tudo para colocá-lo na cadeia. Pois é, fizeram nada.  Dentro de um grande acordo com os criminosos da "privataria", fenômeno que entregou para o capital internacional nossas principais riquezas, o governo Lula esqueceu a auditoria que prometera realizar. Da mesma forma Requião, no Paraná, além do esquecimento, continuou a entregar mais estradas para os vergonhosos pedágios incondicionais, pois você não tem alternativa, paga e não bufa.  Viajar de carro ficou inviável no Paraná. Na última vez que fui visitar minha família em Maringá, ao longo dos 400 km de estradas, a maioria em pista comum, parei em 13 postos de pedágio, que me levaram mais de 50 reais só na ida. Fora o combustível. Daqui pra frente está decretado, em nome da economia doméstica: Vou de ônibus. Mesmo que não possa mais levar os cachos de banana e as tainhas que costumava presentear ao pessoal de lá. 


Zezé, quanta saudade! O Paraná será sempre grato por esses mineiros. "Pras ribas de Piraquara a devassa nunca para!". 




  

Memórias, para que te quero?




Em 1974 eu tentava a vida em Curitiba. Foi quando me apareceu uma moça ligada ao MR8 e ao centro acadêmico da minha faculdade. Achando graça no meu modo de ser, me pediu em namoro no momento em que me presenteou com o álbum "The Dark Side of the Moon".  

Foi minha introdução ao amor e ao rock progressivo. Eu já tinha visto um show do grupo "O Terço", já conhecia o disco "Milagre dos Peixes",  admirava "Crimson and Clover, over and over", que fazia a voz do cantor entrar por canos de órgãos eletrônicos, produzindo sons distorcidos, como distorcidos eram os acordes de Jimmy Hendrix nas esquisitas guitarras. Mas eu gostava mesmo era dos countries de Bob Dylan e Neil Young. Se é que dava para entender o que aqueles caipiras diziam naquele sotaque estranho,  que meu fraco inglês não podia decifrar.

O Brasil vivia o caos do fechamento cultural e político. A ditadura não permitia nada, nem filmes, nem músicas, nem livros. Tudo que entrava aqui tinha que passar pela censura do regime fascista. Vivíamos a transição de Médici para Geisel.  A propaganda oficial havia apresentado o General Garrastazu como sendo descendente dos Médici italianos, os patrocinadores do gênio do renascentismo, Leonardo da Vinci, entre outros. Mas, este nosso Médici se comportava como um facínora de Hitler.  Assim é a propaganda... de modo que a expectativa de um general alemão que vinha ali, como sucessor do Garrastazu ainda era a pior possível, porém, Geisel se mostrou bem mais centrado e inteligente. Entendia de geo-política, coisa que os generais anteriores ignoravam. Ele viu que a ditadura já estava desgastada e que o Brasil precisava se abrir ao mundo, se quisesse efetivamente virar a potência que os militares haviam projetado.  Então lançou o projeto "Anistia", para pacificar e reorganizar o país, o que de fato só foi acontecer no ano de 1979, com seu sucessor João Batista Figueiredo.

Nos anos oitenta explodiu o rock brasileiro, junto com a explosão de todas as demais formas de arte e manifestação popular no país. Agora, as festas rolavam Brasil afora, animadas pelo vai-e-vem-das-suas-cadeiras, conforme cantava o jovem mestre Cazuza. 


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Van Gogh




Peter O'toole estrelava o elenco de astros do filme "A Noite dos Generais", obra prima do cinema britânico sobre a segunda guerra mundial,  mas foi o egípcio Omar Shariff que roubou a cena ao interpretar o investigador que descobriu os crimes do general nazista que esteve no comando da ocupação de Paris, durante um certo período na segunda guerra mundial. Esse general tinha sérios problemas psicológicos e costumava levar prostitutas de rua  para hotéis baratos, onde as assassinava. Na mesma linha psicótica, entrava em transe diante de certos quadros do Museu do Louvre. Apesar das forças alemãs terem fechado todos os museus da cidade, ele visitava o depósito onde estavam guardadas as obras de arte, durante as madrugadas, quando podia apreciar à vontade os quadros que escolhia. Uma das cenas mais impressionantes do filme é quando o general confronta seus malucos olhos azuis contra os de Van Gogh, pendurado ali na parede.

No ano 2000 eu fiz um roteiro de trinta dias para seguir os passos de Van Gogh de Amsterdan até o sul da França, culminando com seu túmulo nos arredores de Paris. Nos museus da Holanda estão guardadas a maioria de  suas obras, no entanto, sua história e principais quadros estão na França. Lá visitei as cidades por onde ele passou, cujo epicentro é Arles, onde  dezenas de artistas do mundo todo hoje procuram reproduzir suas obras, aquelas que Van Gogh pintou nos bares e cabarés da cidade ou às margens do Rio Rhone, conforme se pode ver na maravilhosa tela reproduzida abaixo, a qual pintores do mundo inteiro tentam reproduzir, sem sucesso, diga-se de passagem. 

Van Gogh pintou a cidade de Arles com seus próprios olhos malucos e brilhantes
Foi bom para mim observar os jovens pintores nesta impossível tarefa, pois a energia do local fica muito agradável, principalmente se você em seguida vai ao bar que ele pintou na mesma época, e que persiste da mesma forma até hoje, uma relíquia preservada no tempo, graças a gratidão da cidade de Arles com seu mais famoso habitante.

O mesmo bar pintado por Van Gogh em 1888 e hoje. Visita obrigatória a todo turista que não quer apenas tirar fotos.
Dito assim,  parece que a vida de Van Gogh tenha sido uma beleza. Pois, não foi, não!  Morreu aos trinta e sete anos de idade sem nunca ter vendido um só quadro. 

Desde que saiu da roça, na Holanda, viveu sob a dependência econômica de seu irmão,  que já era negociante de artes em Paris. Esteve várias vezes internado como louco, que era mesmo. Hoje é considerado um dos maiores gênios da humanidade e seus quadros valem milhões de dólares, inclusive um,  "O Escolar",  que temos a sorte de contar no acervo do MASP em São Paulo,  trazido por outro louco, o mago italiano Pietro Maria Bardi, que veio da Europa destruída pela guerra para dirigir o museu que Assis Chateaubriand mandou erguer às suas próprias custas, graças à sua extrema generosidade e visão futurista.



A mais bela homenagem a Van  Gogh que eu assisti não foi na França nem na Holanda. Foi na cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, quando um artista apresentou uma exposição temática, muito bem decorada, onde mostrava  vários quadros inspirados numa  suposta festa de casamento de Van Gogh, algo que realmente nunca aconteceu.  Consta que Vincent Van Gogh nunca teve sequer namorada e suas poucas experiências sexuais deram-se com prostitutas. Mas, ao contrário do outro maluco, o do filme, Van Gogh nunca matou ninguém a não ser a si mesmo, quando estava em tratamento psiquiátrico com um médico francês, Dr. Gachet, que o acolheu em sua casa nos arredores de Paris.

Van Gogh está enterrado ali mesmo, no meio de um maravilhoso trigal, que pintou tantas vezes com seu incompreendido amor. Foi lá que chorei minhas lágrimas mais verdadeiras, como se estivesse na tumba de um irmão. 

Van Gogh suicidou-se em meio aos trigais que povoaram sua curta vida. Está enterrado num deles, perto de Paris.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Loucura




Um rapaz mulato e pobre, imigrante nordestino,  atira um rojão num repórter cinematográfico, durante uma manifestação democrática de rua no Rio de Janeiro. Deve ser punido como criminoso comum, sem dúvida. A sociedade está cercada de proteção contra malucos desta natureza, mas, o que fazer para reparar a perda dos familiares do infeliz câmera man? Não há julgamento que recompense a tragédia no ambiente privado de uma família. Imagine então dezenas de famílias atingidas por assassinos enlouquecidos, como no caso das matanças de crianças em escolas, coisa mais ou menos comum no Estados Unidos e raras por aqui. Nem por isso estamos imunes. Algum tempo atrás, outro rapaz igualmente tresloucado invadiu uma escola no mesmo Rio de Janeiro e matou várias crianças, e mais continuaria a matar, não fosse a providencial intervenção de um policial, que conseguiu atingi-lo com uma bala certeira.   

Meia dúzia de psiquiatras, vários especialistas em comportamento humano, nenhum conseguiu explicar a contento o inexplicável. A profundeza da loucura humana.

"Eu queria ser médico para poder matar" era o que dizia um participante de um grupo terapêutico do qual eu fazia parte. Nós estávamos no meio do mato e fazíamos experiências que alteravam o estado normal de consciência, jornada devidamente conduzida por especialistas. Aquele paciente demonstrava essa tremenda contradição, sonhava ser médico, não para salvar vidas, mas para ter a liberdade de levar outros seres humanos à morte, com poucas chances de ser punido pelos rigores da lei. Não custa lembrar que um formando de medicina invadiu um cinema de São Paulo e abriu fogo contra a platéia. 

Naquele caso de Realengo, Rio de Janeiro, o sujeito deixou uma carta esdrúxula, manifestando intensa crença religiosa, instruindo os rituais que esperava para o próprio funeral, pedindo até por  "um seguidor de Deus", puro e virginal, que orasse em sua tumba e pedisse a Deus perdão pelo que ele iria fazer premeditadamente poucas horas após escrever o bilhete suicida, pois, se não fosse atingido pelo policial, com certeza teria atirado contra a própria cabeça. Vejam alguns depoimentos de testemunhas de crianças que sobreviveram à tragédia.

--- Ele dizia para as crianças "Vira de costas, que eu vou te matar" e atirava na cabeça. 
--- Seu semblante parecia sorrir enquanto atirava.
--- Ele atirava nos pés das crianças que estavam em fuga, depois atirava no rosto.
--- Tinha o olhar transtornado, mas decidido.

Nunca havíamos visto no Brasil este ódio que se mistura com religiosidade. Mesmo nos rincões onde se pratica o assassinato em nome da divindade, as vítimas são povos de outras crenças, "infiéis" destinados ao fogo do inferno. 

Antigamente as religiões costumavam traçar padrões austeros de comportamento, como humildade e resignação. É muito recente a prática de rezar pela acumulação de riqueza. Especialmente algumas igrejas evangélicas iniciaram cultos com características de catarse coletiva, onde o objeto da oração não é a aproximação com a energia do sagrado, mas, sim, preparar o sujeito para obter sucesso e bem estar nesta vida, o mais rápido possível. A expansão fenomenal da Igreja Universal é testemunha de como essa prática se consolidou no meio da população, especialmente a classe média C e D...  Por outro lado, com a explosão dos meios de comunicação, os assassinatos em massa nos Estados Unidos e os homens bombas muçulmanos explodem na nossa sala, em telas cinematográficas com dezenas de polegadas. Eu me pergunto se essas coisas, o trivial e a banalização da religiosidade e da morte, não estariam ligadas à tragédia de Realengo.  Só pergunto.  Por que respostas, nem os psiquiatras encontraram.

Houve um tempo que o simpático logradouro de Realengo foi mais alegre, tal qual o conheci na juventude, voltando das madrugadas boêmias, caminhando pelas suas ruas desertas e ouvindo apenas o cantar dos galos e os batuques da macumba. Foi ali que Gilberto Gil se despediu do Brasil, quando se mandou para Londres, corrido por um rabo de foguete disparado pelos generais da ditadura.

"Alô, alô, Realengo, aquele abraço".   


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Cidades e ousadias



Curitiba tem dessas coisas 
Cidades frias tem essa qualidade, a de chocar os caretas. Londres também é considerada uma cidade careta, fria, chuvosa, enfim, sem qualquer atração. Mas, é de lá a revolução do rock and roll, que antes dos Beatles era considerada uma dança "satânica" de negões do Mississipi ou de marginais da sociedade de consumo.

A capital paranaense está mudando, eu sei, inclusive está deixando de ser uma cidade fria, graças à cobertura de asfalto e ao agigantamento da metrópole. Também está deixando de ter suas peculiaridades, como os velhinhos italianos ou alemães, com seus olhos azuis a tomarem café ou cachaça pelos bares, está se tornando uma cidade tão proletária e desigual como São Paulo, graças a sua periferia inundada de "pés-vermelhos" expulsos de suas terras pela nova tecnologia de produção agrícola.

No entanto, sempre restará um cadinho de criatividade nos gestos escandalosos, que vez ou outra volta a desfilar em suas passarelas urbanas. Observem as várias pessoas caminhando apressadas pela Rua das Flores. A maioria não está nem aí para o cidadão de sunga, sem camisa, que toca sua bicicleta com toda calma do mundo, talvez voltando do Passeio Público para retornar a seu apartamento no Batel, subindo a Comendador Araújo. Talvez pare para tomar um trago no Stuart, bar centenário na Praça Osório, cujas copas aparecem ao fundo na foto.




Cena do verão no Campeche, aqui pertinho de casa 
Claro que não dá para comparar a cena Curitibana com a da minha vizinhança no Campeche, que neste verão está "como o diabo gosta", como convém à estação do pecado. À beira mar pouca coisa pode ser considerada chocante! A praia é a passarela natural do desfile sensual, todos estão lá para isso mesmo, não há qualquer novidade. Quando cheguei para morar em Floripa, estranhei que as meninas desfilassem de mini saia e camiseta sem sutian pela Felipe Schmidt, e que os homens não "quebravam" o pescoço para admirá-las. Cheguei a especular sobre o caráter andrógino da cidade, mas, com o tempo fui compreendendo que os rapazes não têm por que se manifestarem como se manifestam os nervosos machos curitibanos ou paulistanos. As cenas de sensualidade são tão comuns que já não despertam tanta atenção. É como no Rio de Janeiro ou na Bahia, o inusitado já deixou de sê-lo, por que se transformou em rotina. Santa e abençoada rotina!



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Um dia seremos todos UM


Haverá um grande encontro religioso no ashram Krama Yoga, em Guachipelin, San Jose, capital da Costa Rica, dia 15 de fevereiro de 2014. 

Ninguém menos que Krishna Das estará presente. Ele é certamente o mais influente cantor religioso hindu no hemisfério ocidental. Já esteve no Brasil, incluindo a própria Floripa, que conta com um fantástico movimento iogue. Ele não tem residência fixa e percorre o planeta, especialmente Europa e Estados Unidos, quando não está em meditação ou trabalho desenvolvendo músicas na Índia. Muitos outros seres mais evoluídos que a média de nós, também fazem este trabalho, buscando a construção de um mundo melhor, seja através da música, ou da meditação, ou simplesmente da prática do bem, do respeito e da unidade, não de idéias, mas de complementaridade, no sentido de não achar que o outro, só por que pensa diferente, possa ser nosso inimigo. O objetivo inexorável da evolução da humanidade conduz para esta unidade de propósitos superiores. 

Nesta canção, Krishna Das homenageia o Jesus de Nazaré como um grande avatar da humanidade, introduzindo o supremo símbolo religioso do ocidente no panteão Hindu. Por outro lado, estabelece padrão colaborativo entre as duas visões religiosas, tão antagônicas. Quando a Inglaterra dominou a Índia, fez questão de deixar claro a "inferioridade" das religiões hindus frente ao anglicanismo, uma vertente radical do cristianismo católico. Agora, um inglês radicado na Índia devolve a dignidade e o respeito pelas convicções de cada um. 



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Dia de Santos Reis








O Dia de Santos Reis desse ano caiu nesta semana e passou praticamente desapercebido. Pela tradição católica, os reis magos do oriente vieram visitar Jesus recém nascido e o encontraram nesse dia, quando lhe ofereceram variados presentes à base de ouro, incenso e mirra. Antigamente, esse era o dia em que se encenavam teatros populares pelas ruas dos países de ascendência lusitana, como o Brasil. Era muito comum a sua celebração, principalmente no interior do país, mas, também nas capitais. 

A televisão primeiro, depois a grande mídia da Internet, estão padronizando a cultura segundo um modelo baseado na cultura de massas, que é majoritariamente anglo saxônica, mesmo quando se inspira em temas mais ligados à sensualidade e ao delírio, que são coisas da cultura afro-latina. Os padrões culturais são ditados pelas grandes companhias tipo Sony, BBC, Warner, Disney, Apple, Hollywood e marcas assim. Por isso mesmo, as tradições populares vivem em nichos específicos e, de vez em quando, saem dos guetos para ocupar espaço no mercado. É o caso de algumas canções sertanejas e outras de raízes folclóricas. No entanto, quando chegam ao mercado já estão travestidas e disfarçadas de sua originalidade, para atender ao que os produtores culturais consideram "padrão de qualidade", algo assim como a Globo faz quando produz obras inspiradas nos temas populares. 

Hoje, tudo é mastigado e deglutido pelo Sistema de Valores Socialmente Aceitos, assim mesmo, embalados como produtos de consumo e vendidos em escala industrial, vide Michéis Telós e Pagodeiros que andam por aí ...

Compra quem quer, ou quem não tem cultura própria a respeitar e aceita gato por lebre. Ainda assim, as tradições prevalecerão para sempre na memória atávica dos povos. Não há como apagá-las, assim como não se conseguiu exterminar a cultura judaica ou cigana, mesmo com dois mil anos de perseguição e diáspora! É impossível deletar o que está na alma.


Plano Diretor das empreiteiras aprovado em Florianópolis


Mudei-me para o Campeche em 1984. Já se discutia na comunidade, ainda que de forma semi clandestina, os requisitos para o desenvolvimento planejado do bairro, afim de evitar a especulação urbana que já se espalhava pelas grandes cidades brasileiras.

Naquele tempo, não havia um único prédio ou casa no trajeto entre o Trevo da Seta e o Trevo do Rio Tavares, e o acesso a "cidade" se dava por dentro do bairro da Costeira, pois não existia a Via Expressa Sul. Ainda assim, eu ia de casa na Pequeno Príncipe, junto à praia, até a Universidade, em apenas 15 minutos.

Logo por 1986 começou a invasão ao mangue do Pirajubaé. Fomos em comissão ao secretário de urbanismo, que nos recebeu com piadinhas de mal gosto, ao ponto de estressar um pastor protestante que fazia parte da tal comissão. Corria o governo de Edson Andrino. De lá para cá passaram-se quase trinta anos. O bairro (e todo o sul da ilha) viraram o caos urbano que se temia. Sem plano diretor algum.

Agora, parece que a coisa vai...

Vai piorar, por que, apesar de toda esperança, TUDO PODE PIORAR UM POUCO MAIS!


A Polícia Militar a serviço da elite que manda na cidade

A polêmica sessão da câmara dos vereadores.
Onde estão suas excelências?
O serviço sujo está sendo feito por  eles, sentados confortavelmente em suas poltronas de couro.
A repressão ao povo fica por conta da PM, mesmo.
Por que vocês acham que as famílias mais ricas da cidade investem na construção civil?
Só precisam de um Plano Diretor para recolher verbas em Brasília,
captadas pelos malandros federais que representam essas famílias. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013