domingo, 17 de junho de 2012

ROMANTISMO NA MÚSICA POPULAR - Te Recuerdo, Amanda



Uma das mais celebradas canções de amor de todos os tempos. Foi feita no Chile nos meses que precederam o golpe de estado de Pinochet. Seu autor era um militante político, ator e diretor de teatro, poeta e compositor. O mais famoso e querido do país, por isso mesmo odiado pelos fascistas. Assim que deram o golpe, eles o prenderam, extirparam sua mão direita, para que não mais tocasse seu instrumento, o violão. Soltaram-no, para, em seguida, prenderem novamente no campo de concentração que era o Estádio Nacional. Tres dias depois seu corpo apareceu, com marcas de tortura e desfigurado, numa favela de Santiago. Nada disso era necessário, por que Victor Jara era um doce, incapaz de fazer mal a qualquer pessoa. Era apenas um poeta e cantava seu tempo.   "Te Recuerdo, Amanda" fez enorme sucesso no Brasil, na interpretação de um grupo de música latino americana, então na moda, chamado Tarancón. Eram músicos brasileiros e duas cantoras bolivianas, que corriam o país de norte a sul, cantando em universidades, sindicatos e igrejas. Qualquer entidade democrática que lhes abrisse as portas, fechadas pelos generais brasileiros, amigos de Pinochet.


Aqui, mostramos a canção a partir de um programa da TV espanhola.





Te recordo, Amanda,
A rua molhada
Correndo para a fábrica
Onde trabalhava Manuel.

O sorriso largo
A chuva no cabelo
Não importava nada
Tu corrias para encontrar-te com ele.

Com ele, com ele, com ele, com ele.
São cinco minutos. A vida é eterna em cinco minutos.
Soa a sirene. De volta ao trabalho
E tu caminhando iluminas tudo,
Os cinco minutos te fazem florescer.

Te recordo, Amanda,
A rua molhada
Correndo para a fábrica
Onde trabalhava Manuel.

O sorriso largo
A chuva no cabelo
Não importava nada
Tu corrias para encontrar-te com ele.

Com ele, com ele, com ele, com ele.
Que partiu para a serra
Que nunca cometeu qualquer deslize. Que partiu para a serra,
E em cinco minutos caiu destroçado.
Soa a sirene, de volta ao trabalho.
Muitos não voltaram, tampouco Manuel.

Te recordo, Amanda
A rua molhada
Correndo para a fábrica
Onde trabalhava Manuel.

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